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Numero 1  | Junho de 2005

 

Artigos

 

Influência da duração da disfonia na qualidade vocal e seu impacto psicossocial em mulheres  | Download

Tânia Constantino e Isabel Guimarães

 

Resumo

Foi realizada uma avaliação vocal a 18 mulheres com disfonia (12 há menos de um ano e 6 há mais de um ano) para análise dos parâmetros acústicos de regularidade e irregularidade da Fo (frequência fundamental), de ruído e nível de impacto psicossocial da voz. Os objectivos foram: a) verificar se existem diferenças significativas na Fo, jitter, shimmer, NNE e impacto psicossocial da voz entre um grupo de mulheres com disfonia há menos de um ano e um grupo de mulheres com disfonia há mais de um ano; b) obter informação acerca dos parâmetros acústicos avaliados e impacto psicossocial de acordo com a duração da disfonia e diagnóstico O.R.L (nódulos versus quistos). Todos os sujeitos realizaram uma avaliação laringoscópica, uma avaliação acústica de comportamentos vocais sustentados e fala encadeada através do programa Dr. Speech versão 4.0 da Tiger Electronics e uma auto-avaliação através do questionário VHI (Voice Handicap Índex – Jacobson et al., 1997). Os resultados apontaram para: a) não existência de diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos para todos os parâmetros acústicos, com excepção do NNE na vogal [u] (p= 0.04); b) menor impacto psicossocial da voz (totais e sub-totais), estatisticamente significativo em mulheres com disfonia há menos de um ano.


 

Linhas orientadoras para a prática de terapia ocupacional em centros de saúde  | Download

Catarina Cavaco e Sílvia Gonçalves

 

Resumo

O presente artigo resulta de um estudo realizado com o objectivo de definir as linhas orientadoras para a prática de terapia ocupacional em centro de saúde e com elas constituir um guia. Para tal, recorreu-se a uma combinação entre duas técnicas metodógicas: uma de recolha de informação (técnica de informadores-chave) e outra de consenso (técnica de Delphi). Procedeu-se, assim, a uma investigação faseada, constituída por três etapas. Partiu-se de um grupo de três terapeutas ocupacionais considerados peritos, a quem foram realizadas entrevistas exploratórias. Pretendeu-se obter um conjunto de afirmações para a construção de um primeiro questionário passado a uma amostra de doze participantes na segunda etapa. Foram os seus resultados que levaram à construção de um segundo questionário, cuja aplicação constituiu a terceira e última etapa. Deste processo iterativo resultou um painel de trinta e oito linhas orientadoras para a prática de terapia ocupacional em centro de saúde, que aborda desde os contextos e populações alvo, aos modelos profissionais a adoptar, passando pelas competências pessoais e profissionais dos terapeutas, dificuldades e potencialidades inerentes ao contexto.


 

O primeiro emprego dos licenciados em fisioterapia pela ESSA  | Download

Sandro Freitas e António M. Fernandes Lopes

 

Resumo

O presente trabalho tem como objectivo estudar: a “Empregabilidade”, “Natureza do primeiro emprego”, “Grau de preparação profissional” e “Grau de satisfação profissional”, dos alunos que concluíram o Curso Bietápico de Licenciatura em Fisioterapia da ESSA, dos anos lectivos de 2001, 2002 e 2003. Para a concretização deste estudo procedemos à construção e validação de um questionário que posteriormente foi aplicado no nosso estudo. Na construção do questionário, recorreu-se à revisão da literatura existente sobre as diferentes temáticas abordadas no estudo e em particular ao “Inquérito de percurso aos diplomados do Ensino Superior – 2001” da equipa de projecto ODES, do Instituto para a Inovação na Formação. O processo de validação realizou-se mediante a verificação da validade de conteúdo das várias perguntas a incluir no questionário, tendo sido utilizado um painel de experts constituído por nove elementos, seleccionados tendo em conta o domínio das temáticas abordadas no estudo. A população em estudo é constituída por 110 fisioterapeutas que concluíram o Curso Bietápico de Licenciatura em Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Alcoitão (apenas os que realizaram os dois ciclos do Curso sem interrupção). Responderam ao questionário 73 (66.4%) elementos da população. Relativamente à variável “Empregabilidade”, tendo em conta as respostas obtidas, podemos afirmar que é de 100%. Em relação à variável “Natureza do primeiro emprego” verificamos que 76.7% elementos exerce ou exerceu o 1º emprego no sector privado, assim como 61.6% dos elementos tem por vínculo contratual no 1º emprego o regime de prestação de serviços (recibo verde). A remuneração auferida (salário médio mensal bruto) em média no 1º emprego é de 889 euros. Quanto à variável “Grau de preparação profissional” os valores obtidos são positivos, 87.7% consideram-se pelo menos medianamente preparados, mas destes, inclusivamente, 53.4% consideram-se muito bem preparados e apenas 12.4% pouco ou nada preparados. Na variável “Grau de Satisfação Profissional” verifica-se que, ao nível da satisfação com o percurso profissional, 86.3% encontram-se pelo menos satisfeitos e destes praticamente metade (41.1%) até se encontram muito satisfeitos e apenas 12.7% afirmam estar pouco ou nada satisfeitos. Face aos resultados obtidos, e comparativamente ao estudo do ODES (2001), os resultados do nosso estudo são globalmente muito positivos.


 

Escolaridade e capacidade de repetição em afásicos  | Download

Susana Mestre, Gabriela Leal e Maria Emília Santos

 

Resumo

O presente trabalho pretende verificar se existe influência da escolaridade na capacidade de repetição de palavras em sujeitos afásicos com a compreensão auditiva perturbada. Para isso foi estudado um grupo de afásicos (n = 76) com defeito de compreensão e um grupo de sujeitos sem lesão cerebral (n = 59), que não diferiam relativamente às variáveis escolaridade, género e idade. Estes dois grupos foram analisados em função do nível de escolaridade (analfabetos, 4ª classe e 9º ano ou mais). Os dois grupos realizaram provas de identificação de objectos e de repetição de palavras. Os sujeitos sem lesão cerebral efectuaram as duas provas com um sucesso de 100%, não se observando influência do nível de escolaridade, mas os resultados dos sujeitos com afasia revelaram que, neste caso, a escolaridade influencia a capacidade de repetição (analfabetos vs 4ª classe: U = 69, p = 0,69; analfabetos vs 9º ano ou mais: U = 33, p = 0.008; 4ª classe vs 9º ano ou mais: U = 24, p = 0,009). O nível de competências na leitura e na escrita e não apenas o conhecimento do código fonológico poderá explicar estes resultados. Não foi verificada influência da escolaridade quando o defeito de compreensão era muito acentuado (doentes com a compreensão de palavras isoladas perturbada), ou seja, quando havia um maior comprometimento no acesso lexical.


 

Da consciência individual à identidade colectiva: Um contributo para a compreensão da identidade profissional dos terapeutas ocupacionais portugueses  | Download

Ana Cristina Farinha e Cristina Vieira da Silva

 

Resumo

Sendo a identidade profissional o que permite aos terapeutas ocupacionais reconhecerem-se e serem reconhecidos pelos outros e uma vez que não se encontram estudos publicados sobre a identidade profissional dos terapeutas portugueses, pretende-se com este trabalho, caracterizar a identidade profissional dos terapeutas ocupacionais portugueses, através da identificação de temas comuns à identidade profissional dos terapeutas em geral e da identificação de temas comuns a terapeutas com diferentes contextos. Participaram neste estudo 78 terapeutas ocupacionais a exercerem em Portugal, em diversos contextos e com diferentes graus académicos. Os dados foram recolhidos através de um questionário, elaborado para o efeito e tratados com recurso às técnicas de análise de conteúdo. Posteriormente, foi efectuado o cálculo de frequência das respostas. Concluiu-se que parece estar a emergir um novo modo de pensar e sentir a profissão que vai de encontro ao seu paradigma contemporâneo.


 

Instrumentos de medida úteis no contexto da avaliação em fisioterapia  | Download

André P. Santos, Nuno C. Ramos, Pedro C. Estêvão, António M. Fernandes Lopes e José Pascoalinho

 

Resumo

A presente recolha pretende efectuar uma breve apresentação de cada um dos instrumentos de medida utilizáveis em Fisioterapia e trabalhados no âmbito do Departamento de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Alcoitão, entre os anos de 2000 a 2003. Pretende-se, essencialmente, divulgar junto a todos os profissionais e estudantes de Saúde uma listagem de instrumentos de medida que foram submetidos a um processo de adaptação linguística e cultural para a realidade portuguesa. Todos os instrumentos seguidamente apresentados foram submetidos a um painel de tradutores, tendo sido efectuadas traduções e retroversões independentes, assim como as respectivas versões de consenso. Na grande maioria dos casos este processo envolveu quatro tradutores e os autores da versão original que, tendo previamente autorizado a construção da versão portuguesa, foram chamados também a participar no consenso relativo à equivalência semântica. No processo de validação foi sempre verificada a validade de conteúdo através de um painel de peritos (em média 10) e obtenção de consensos. A verificação das outras características métricas de validade, fidedignidade e sensibilidade foi realizada de acordo com as características de cada instrumento, a metodologia de validação original e os recursos disponíveis.


 

Monografias realizadas pelos alunos finalistas em 2003/04  | Download

 

 

 

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