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Numero
2 | Janeiro de 2006
Artigos
Alterações no padrão de rotação externa e abdução horizontal do braço em
jogadoras de polo aquático |
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Augusto Gil
Pascoal e Catarina Tainha
Resumo
No pólo aquático, tal como
noutras actividades do tipo “overhead ”, o stress repetitivo sobre o
ombro induz adaptações estruturais e funcionais que levam a modificações
no padrão de mobilidade em rotação externa e abdução horizontal do
braço. Neste estudo procurou-se caracterizar essas alterações, em
situação activa de teste, distinguindo a participação da articulação
gleno-umeral das restantes articulações do ombro. Seis jogadoras de pólo
aquático foram comparadas com seis sujeitos não jogadores durante a
realização activa da abdução horizontal e de rotação externa do braço.
Um sistema de varrimento electromagnético foi utilizado no registo da
posição tridimensional da omoplata, clavícula e úmero, nos extremos da
amplitude articular do braço. A orientação dos ossos do ombro foi
expressa em ângulos de Euler, os quais foram comparados nos dois grupos
através do teste T para amostras independentes. As jogadoras
apresentaram menor amplitude de abdução horizontal e maior amplitude de
rotação externa. O envolvimento da cintura escapular foi observado em
ambos os testes sendo que as jogadoras posicionaram a clavícula mais em
retracção e a omoplata mais em protracção. Todas as rotações
apresentaram diferenças estatisticamente significativas em ambos os
testes, com excepção da báscula da omoplata.
Discurso narrativo e de conversação após traumatismo crânio-encefálico |
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Ana
Rita Sancho e Maria Emília Santos
Resumo
No presente estudo,
pretende-se avaliar a extensão média do enunciado (EME) e o número médio
de orações subordinadas por enunciado (OSE), no discurso narrativo e de
conversação de sujeitos com traumatismo crânio-encefálico (TCE), por
comparação entre estes e controlos emparelhados e, ainda, dentro de cada
grupo. Pretende-se, também, analisar alguns aspectos relativos à
pragmática da comunicação no discurso de conversação, por comparação
entre os sujeitos de cada par emparelhado e no interior de cada grupo.
Para tal, foi utilizada uma amostra composta por cinco sujeitos com TCE
e por cinco indivíduos sem lesão cerebral, emparelhados por sexo, idade
e escolaridade. Os resultados demonstraram não haver diferenças
significativas entre os sujeitos com TCE e os controlos relativamente à
EME e ao número médio de OSE. No entanto, observaram-se diferenças, com
resultados piores para os sujeitos com TCE, no respeitante à pragmática
da comunicação, sobretudo ao nível da quantidade/concisão de informação
transmitida, da adequação do conteúdo da resposta à conversação e da
partilha de mais informação, além da estritamente necessária.
Fiabilidade e sensibilidade do Loewenstein Occupational Therapy
Cognitive Assessment (LOTCA) |
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Carina
Marques Gameiro e Isabel Ferreira
Resumo
A bateria de testes
Loewenstein Occupational Therapy Cognitive As-sessment (LOTCA) é um
instrumento muito útil na prática do terapeuta ocupacional, pelo que a
sua validação clínica na população portuguesa se afigura de grande
interesse. É esse o objectivo do presente estudo que pretende testar a
fidedignidade inter–observadores, a consistência interna e a
sensibilidade da versão já existente em português (Catalão, 2002). A
metodologia consistiu na aplicação simultânea do LOTCA por três
observadores a 31 sujeitos com lesão cerebral resultante de traumatismo
crânio-encefálico ou de acidente vascular cerebral. Para testar a
fidedignidade, efectuou-se a correlação das pontuações obtidas pelos
três observadores, nos diferentes subtestes da bateria (variáveis em
estudo). Na análise dos resultados verificou-se a existência de
correlação positiva e muito alta (p<0,01) em todas as variáveis,
mostrando fidedignidade inter–observadores. Para determinar a
consistência interna, aplicou-se o teste estatístico alfa de Cronbach,
para as pontuações obtidas pelo Observador 1 em todos os subtestes da
bateria; obteve-se um valor de α=0,87 que corresponde a uma consistência
interna considerada boa. A sensibilidade foi verificada através do
método da distribuição normal, pelo teste Kolmogorov – Smirnov, ao nível
da pontuação total de testes; para p ³
0,05 verificou-see que há normalidade na pontuação total dos testes (p=0,20),
concluindo-se que o teste é sensível.
Desenvolvimento da linguagem e sinais de alerta: Construção e validação
de um folheto informativo |
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Ana
Cristina Rebelo e Ana Paula Vital
Resumo
A construção de um folheto
informativo sobre desenvolvimento da linguagem dos zero aos seis anos e
principais sinais de alerta, destinado a profissionais de saúde (médicos
e enfermeiros) e profissionais de educação (educadores e professores), é
o objectivo deste trabalho. O folheto construído foi apresentado para
validação do seu conteúdo, a um painel composto por terapeutas da fala
com elevada experiência profissional e trabalho na área do
desenvolvimento da linguagem da criança. Na última fase do trabalho 79
profissionais de saúde e 83 profissionais de educação responderam a um
questionário para validarem a utilidade e funcionalidade desse folheto.
Registou-se por parte de ambos os grupos de profissionais uma boa
aceitabilidade do folheto informativo, salientando-se que mais de 90%
dos profissionais concordaram que o mesmo permite uma consulta rápida no
seu âmbito profissional, permite identificar alterações no
desenvolvimento da linguagem e que a sua divulgação seria importante em
hospitais, centros de saúde, escolas e jardins de infância.
Delinear a qualificação dos terapeutas ocupacionais portugueses com base
nas competências requeridas pela prática profissional |
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Maria
Manuela Alves Ferreira
Resumo
Hoje em dia, o
grande desafio para os formadores está no planeamento de programas
educacionais eficientes, o que exige a redefinição de objectivos
curriculares relevantes para uma prática profissional de qualidade e
adequada à realidade. Procurámos novas estratégias para responder a
estes desafios, através de uma investigação baseada em grupos, com
quatro objectivos: (1) identificar as competências exigidas para a
prática da terapia ocupacional em Portugal, em diferentes contextos; (2)
identificar as competências de base para a prática profissional dos
terapeutas ocupacionais que vão iniciar a sua actividade profissional;
(3) avaliar se as competências de base identificadas foram adquiridas
pelos terapeutas ocupacionais que terminaram a sua formação de base na
Escola Superior de Saúde do Alcoitão; e (4) identificar os conteúdos
para um programa de formação de base dos terapeutas ocupacionais,
adequados para a construção das competências essenciais identificadas.
Nas várias etapas da investigação, foram utilizadas entrevistas,
discussões com painéis de peritos, questionários e a Técnica de Delphi,
tendo sido envolvidos, no conjunto, 120 terapeutas ocupacionais que
trabalhavam em diferentes contextos. Os resultados obtidos permitiram
colocar em evidência as competências mais importantes para o início da
actividade de terapia ocupacional, bem como os recursos cognitivos que
devem ser mobilizados para pôr em prática essas competências. Mas este
estudo contribuiu, também, para encontrar metodologias de trabalho com
os profissionais, de forma a converter o seu conhecimento e prática
profissional em programas educacionais.
Monografias realizadas
pelos alunos finalistas em 2004/05 |
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