Inicio

Informação

Órgãos

Normas

Números

Contactos

 

Numero 3  | Junho de 2006

 

Artigos

 

Avaliação funcional da pessoa com afasia: Construção de uma escala  | Download

Gabriela Leal

 

Resumo

Ocorrem, por vezes, dramáticas mudanças na vida de um indivíduo que ficou afásico. Essas mudanças manifestam-se no comportamento, nas relações familiares e sociais, no trabalho, etc. A partir de estudos anteriores elaborámos uma Escala de Funcionalidade cujo objectivo é medir algumas dessas mudanças. Convocámos 115 afásicos crónicos dos quais compareceram 40 (20 homens e 20 mulheres) com uma média de idade de 48,75 ± 8,34 anos e com um tempo de evolução médio de 43,75 ± 20,44 meses. Todos foram submetidos a nova avaliação de linguagem e foi-lhes aplicada a Escala de Funcionalidade. Verificámos que: 1) a escala tem um valor de consistência interna elevado (coeficiente  de Cronbach = 0,85); 2) todos os tópicos à excepção da “auto-imagem” apresentam correlações muito significativas com o total da Escala (p<0,001) e 3) a correlação da pontuação total da Escala com as medidas de gravidade da afasia eram estatisticamente significativas, positivas e moderadas (escala de gravidade: r=0,74, p<0,000; quociente de afasia: r=0,72, p<0,000); não se encontrou qualquer correlação da Escala com a idade, a escolaridade e o tempo de evolução. Estes resultados preliminares sugerem que a Escala de Funcionalidade pode ser usada na avaliação do impacto da afasia na vida quotidiana


 

Equipas de Saúde: Uma perspectiva sociológica sobre o exercício profissional  | Download

Noémia Mendes Lopes

 

Resumo

Propõe-se uma leitura sociológica sobre a noção de equipa de saúde, tendo em vista analisar as potencialidades e limites desta mesma noção para a abordagem das questões da autonomia e do isolamento no exercício profissional. Procura-se demonstrar a natureza retórica dos discursos dominantes sobre a articulação inter-profissional, quando confrontados com as condições sociais objectivas necessárias a uma efectiva lógica de trabalho inter ou transdisciplinar. O lugar conferido ao doente/utente na divisão do trabalho de produção de cuidados de saúde é, também, apontado como uma outra vertente a requerer reflexão no quadro da optimização das prestações de saúde


 

Perfil dos Estudantes de Terapia Ocupacional da Escola Superior de Saúde do Alcoitão  | Download

Ana Filipa Fontes da Silva e Cristina Vieira da Silva

 

Resumo

O objectivo deste estudo foi identificar o perfil dos alunos do curso bietápico de licenciatura em terapia ocupacional que ingressaram entre os anos lectivos de 2001/2002 a 2004/2005 na Escola Superior de Saúde do Alcoitão, descrevendo as características destes estudantes e explorando os factores que influenciaram a tomada de decisão para ingressar neste curso e nesta escola. A amostra foi constituída por todos os alunos que respeitavam estes critérios, aos quais foi aplicado um questionário que resultou da tradução e adaptação de um outro elaborado por Craik e Wyatt-Rolason (2002). Os resultados permitiram verificar que a maioria dos alunos apresentava uma idade entre os 18 e os 21 anos, era do sexo feminino, conheceu terapia ocupacional através de um profissional da área ou estudante de terapia ocupacional que fazem parte da família ou círculo de amigos. A principal razão que os levou a escolher este curso foi “ajudar os outros”. Verificou-se que o número de alunos que escolheram como primeira opção terapia ocupacional aumentou consideravelmente nestes 4 anos lectivos. A principal razão apontada para a escolha da Escola Superior de Saúde do Alcoitão foi a reputação desta instituição de ensino, sendo primeira opção para a maioria dos alunos.


 

Lombalgia inespecífica nos adolescentes: identificação de factores de risco biomorfológicos. Estudo de levantamento na região da grande Lisboa  | Download

Vanessa Almeida , Luís Coelho e Raúl Oliveira

 

Resumo

Pretende-se analisar a influência de factores de risco biomorfológicos na ocorrência de lombalgia em população escolar, durante o ano lectivo 2002/2003. Trata-se de um estudo baseado num questionário de auto-resposta e num conjunto de testes de avaliação biomorfológica. A amostra foi consti-tuída por 208 adolescentes, com idades entre os 11 e os 15 anos, moradores na região da Grande Lisboa. A bateria de testes forneceu informações acerca das variáveis em estudo (peso, altura, outros dados antropométricos, mobilidade e flexibilidade da coluna e membros inferiores). Os instrumentos foram aplicados em diversas escolas e clubes da área da Grande Lisboa. Verificou-se uma prevalência anual de lombalgia de 39,4%. Foi encontrada uma relação entre a ocorrência de lombalgia e o encurtamento dos flexores e extensores da anca e tronco (p<0,05) e entre a primeira e o peso (p<0,01), o Índice de Massa Corporal (p<0,05), o comprimento dos membros superiores, inferiores e coxas (p < 0,01) e a mobilidade lombar (p<0,01). Na maioria dos casos (72%), a lombalgia foi “uma situação benigna”, mas 13% dos jovens tornaram-se “sofredores” de lombalgia com agravamento do quadro inicial. Concluiu-se que existe uma associação entre a lombalgia e uma série de factores biomorfológicos. Esta associação deve ser entendida como um fenómeno complexo e multifactorial.


 

 Drenagem linfática manual, com e sem anti­‑inflamatórios não esteróides, em associação com o tratamento convencional de fisioterapia, na “trombose” linfática superficial  | Download

Rita Brandão, Sofia Jordão, Nuno Duarte , José Pascoalinho , João Jordão, Maria do Rosário Vieira , Paula Colarinho, Pedro Quaresma e Denise Calado

 

Resumo

O presente estudo tem como objectivo verificar se a Drenagem Linfática Manual (DLM) ou a DLM e a terapia medicamentosa com anti-inflamatórios não esteróides (AINES), associados ao tratamento convencional de fisioterapia, apresentavam melhores resultados que a aplicação isolada do tratamento convencional de fisioterapia, a nível das amplitudes articulares do ombro e cotovelo, a nível da dor/desconforto, e na resolução da “trombose” dos colectores linfáticos do membro superior, em utentes com esta condição clínica, resultante de cirurgia a cancro da mama com esvaziamento ganglionar axilar. Trata-se de um estudo experimental, envolvendo uma amostra de 23 indivíduos com o diagnóstico médico de “trombose” dos colectores linfáticos, distribuídos aleatoriamente por três grupos distintos: experimental I, onde foram aplicadas técnicas específicas de DLM para além do tratamento convencional de fisioterapia; experimental II, idêntico ao anterior mas com ingestão de anti-inflamatórios não esteróides; controlo, que teve como protocolo de tratamento apenas a fisioterapia clássica. Avaliou-se a amplitude articular do ombro e cotovelo homolaterais à cirurgia, a sensação subjectiva de dor, a função das estruturas linfáticas e o número de colectores afectados antes do início do tratamento de fisioterapia e ao fim de 10 sessões de tratamento. As diferenças entre o grupo experimental I e o grupo de controlo não são estatisticamente significativas, excepto na variável de ganho de amplitude de flexão do ombro (p=0,041). O mesmo se verifica para as diferenças entre o grupo experimental II e o grupo de controlo, excepto nas variáveis de ganho de amplitude de flexão do ombro (p=0,043) e de ganho de amplitude de extensão do cotovelo (p=0,002). A partir da análise dos dados recolhidos, constatou-se não haver evidência de diferenças entre os grupos, apesar de os grupos experimentais apresentarem melhores resultados que o grupo de controlo. No entanto, em todos os grupos houve uma evolução significativa em dez sessões de tratamento, o que pode sugerir que a fisioterapia só por si seja uma terapêutica a considerar na resolução deste síndrome.


 

 

 

 

(Para visualizar estes ficheiros necessita do programa Adobe Reader®)

 

© Escola Superior de Saúde do Alcoitão | fisiotic.org